quarta-feira, 16 de abril de 2008

Kuantan - Malásia

Feriado de Good Friday (Sexta-feira santa) ótima oportunidade para viajar e uma das coisas que você tem que fazer quando mora em Cingapura é viajar nos feriados... Então o glauco descobriu pela internete uma praia que parecia ser maneiríssima na costa leste da Malásia, numa cidade chamada kuantan. Resolvemos tudo em cima da hora e ele agitou tudo, alugamos um carro e fomos: Glauco, Cris, eu e mais dois amigos, o mineiro (vulgo Rodrigo) e o baiano (vulgo André). Só restava saber se o lugar era legal mesmo... e era!


Mas feriadão é fogo... mesmo saindo de casa às 7:00 da manhã ficamos mais de 3 horas dentro do carro na fila da imigração pra travessar uma das pontes que ligam Cingapura à Malásia. Ah... e descobri que não se pode deixar o passaporte na bolsa dentro da mala do carro quando se está no guichê.... hehe mas depois de um breve interrogatório com com uma agente na sala da imigração tudo se resolveu.


Depois disso, mais 350 km de estrada na Malásia em direção à Kuantan. Andar de carro em um lugar em que todas as placas estão escritas em Malaio e se dirige na mão invertida (Na pista da esquerda e o motorista senta do lado direito) não é fácil. Mais uma vez, méritos para o Glauco que foi o nosso motorista durante toda a viajem e ainda fez os nossos mapas. Mineiro fez o papel do navegador, e fomos e voltamos praticamente sem nenhum desvio. As estradas também são boas e até que são bem sinalizadas, isso facilitou bastante.

A praia realmente tinha um visual fantásitco. O hotel é cercado de morro e floresta, e se de der mole os macacos invadem o quarto pra roubar comida (repare na foto ao lado). Como fomos para um pequeno resort numa praia e o feriado era curto, não perdemos muito tempo fazendo turismo ou visitando mesquitas, o nosso objetivo era descansar e curtir praia, sol e drinks à beira da piscina.
Mas já foi suficiente para ter algum contato com a culutra local. Foi a primeira vez em que estive em um país mulçumano e mesmo morando em Cingapura há mais de 2 meses e já estando acostumado com a mistura de culturas que é isso aqui, o choque cultural é grande e, além disso, pela primeira vez eu realmente me senti como um animal exótico andando na rua. A impressão é que algumas pessoas olhavam pra gente como se fossemos alienígenas. Isso não acontece em Cingapura.


Nessa parte da Malásia a maioria das mulheres, inclusive crianças, só andam de burca, inclusive na praia. O Clima é equatorial, mas mesmo assim em algumas só da pra ver os olhos. No quarto do hotel há uma seta no teto mostrando a direção de Meca, para facilitar a quem quiser rezar. Mas no hotel praticamente só havia estrangeiros.


















A moeda da Malásia é o Ringgit, que vale pouco menos da metade do dólar de Cingapura. As coisas ficam um pouco mais baratas, mas mesmo assim a cerveja continua sendo cara... Ah... aproveitando pra comentar que em Cingapura o preço normal da cerveja nos bares é de no mínimo 12 dólares, e conforme vai ficando mais tarde o preço aumenta... mas acredite, você se acostuma com o preço da cerveja. E pra quem fuma, um ótimo incentivo pra parar de fumar: O preço de um maço gira de torno de 11 dólares de Cingapura. O governo taxa esse tipo de produto para desencorajar o uso e evitar excessos. Mas a população jovem daqui fuma bastante e em algumas boates só é permitido fumar no smoke room, tipo um “fumódromo” que fica quase sempre lotado.

Mas voltando... A malásia também parece ser um país organizado com as ruas limpas, mas ao contrário de Cingapura lá existem muitos carros velhos na rua. hehe Alguns conhecidos de Cingapura nos aconselharam a tomar cuidado, não parar em qualquer lugar e etc... porque era muito perigoso. Mas na boa, é como o Baiano que já havia estado em Kuala Lumpur (capital da Malásia) e recebido as mesmas recomendações disse: “Olhe, Eu não vi perigo nenhum, pelo contrário, mas falo pra eles que achei super perigoso, porque se eu falo me senti seguro, o que eles pensariam do Brasil? Achariam que é um país super violento.” Hehe


Outra coisa muito diferente do Brasil: Todas as pessoas com quem tivemos contato falavam inglês, até mesmo o frentista do posto de gasolina e a tia que vende biscoitos.
Mas é melhor parar por aqui, senão ficam reclamando que eu escrevo demais.
Resumindo: Valeu a pena! O lugar tinha um visual fantástico, matei a saudade de dar um mergulho em uma praia boa e, pra variar, voltei pra casa todo vermelho e ardido... Agora enquanto estou no dia-a-dia da vida real (essa não é nada fácil...) já vou curtindo a expectativa da próxima viajem marcada: Tailândia!!